Dicas para fotografar melhor

É possível conseguir fotos boas com qualquer câmera, basta saber, antes de clicar, o que você deseja mostrar com aquela imagem, ou seja, ter um objetivo em mente. As fotógrafas Alline Tosha (www.wix.com/apresentacao/fotografia) e Camila Fontana (www.camilafontana.com), de São Paulo, mostram o caminho para o retrato perfeito:

1. Clique no sol
A luz do sol é bem forte e dura, assim, não é indicada para fazer retratos, por isso tende a sombrear a região dos olhos da pessoa, principalmente na hora do almoço, quando o sol está bem em cima da nossa cabeça.

Porém, se você fotografar ao sol nos horários certos, ele pode ser seu aliado e ajudar a captar imagens lindas. “Procure fotografar pela manhã ou no fim da tarde, a partir das 15h, quando a luz é mais difusa”, sugere Camila. Melhor ainda se forem cenas abertas, como paisagens.

2. Use o flash corretamente
Quando não há luz natural, o flash pode ajudar. Mas lembre-se: ele tem pouco alcance e só ilumina alguns metros à frente – ou o primeiro plano. “Por isso, em shows, não adianta querer fotografar com flash, pois a única coisa que conseguirá iluminar serão as cabeças a sua frente”, conta Alline.

Há, também, casos como o contra-luz, que é quando a pessoa (ou objeto) fica de costas para o sol. Dessa maneira, a cena ficará escura, com o fundo claro demais – sairá apenas a silhueta. Aí, será preciso jogar um flash para iluminar a pessoa ou rebater a luz do sol nela. Como fazer isso? Use algo que reflita a luz, como um pedaço de isopor.

Lembre-se de não exagerar no uso do flash, pois ele deixa a luz chapada e a foto artificial, como uma simples 3 X 4 cm.

3. Aproveite a luz de dias nublados
Você já deve ter ouvido falar que fotografia é luz, certo? Por isso, ter domínio disso é fundamental para fazer uma boa foto.

A luz de dias nublados é suave, por isso, costuma apresentar resultados bem interessantes, principalmente em retratos. Faça o teste: quando quiser retratar uma pessoa com uma luz natural bacana, coloque-a ao lado de uma janela.

“A luz do dia que entrar pela janela irá iluminá-la gradualmente, clareando mais um lado e escurecendo o outro, dando nuances de luz no rosto, com sombras mais suaves e volume também”, conta Alline.

4. Diferentes ângulos
Saia do óbvio e experimente novos ângulos. Por exemplo, quando for fotografar alguém (ou algo), experimente tirá-lo do centro – desloque um pouco para a direita ou para a esquerda.

Não tenha preguiça: agache, fique de joelhos, suba em um móvel ou até deite no chão. Tudo em busca do ângulo que mais lhe agradar.

Quando fotografar uma pessoa, se aproxime. Ela não precisa ser um “pontinho” no meio da imagem. Se a pessoa é o assunto principal, então dê destaque a ela. Ah, retrato não é obrigatório ser na vertical, pode ser horizontal também.

Outro ponto é brincar com os planos… Se sua câmera der possibilidade de desfoque, experimente isso.

5. Fotos noturnas
Como a luz é escassa, você precisará ter a mão bem firme ou usar um tripé para apoiar a câmera. “No escuro, a câmera demora algumas frações de segundo para captar a imagem. Se ela se mexer nesse espaço de tempo, a foto sairá tremida”, conta Alline.

Nessas horas, vale usar o flash – mas apenas se for fazer foto de alguém, até porque ele tem pouco alcance e não iluminará todo o ambiente.

Em fotos à noite, os olhos também podem sair vermelhos. Algumas câmeras têm a opção de reduzi-los. Outra forma de evitá-los é expor a retina a uma luz mais forte do que o ambiente, segundos antes da foto, para dilatá-la.

6. Leia o manual da sua câmera
O manual costumar ter dicas específicas do modelo adquirido e ajuda a fotografar com qualidade, mesmo que você não entenda nada de fotografia.
Manual de instruções: confira um breve glossário

- White Balance: Trata-se da temperatura de cor, ou seja, ajuste da câmera de acordo com a luz do ambiente que está fotografando. Cada luz tem uma temperatura de cor. Por exemplo, a luz do sol e a luz da lâmpada comum é mais quente, ou seja, mais amarelada. Já a luz da lâmpada branca (fluorescente) ou de dias nublados são mais frias, ou seja, azuladas ou esverdeadas.

Geralmente, o White Balance é indicado por desenhos, como um sol, uma nuvem, uma lâmpada…  Tudo bem didático, para que você escolha a que melhor corresponder ao ambiente.

- ISO: Quando você tem uma situação em que a quantidade de luz é suficiente para a foto, pode usar ISO 100, mais baixa. Para cenas de pouca luz, como as noturnas, é preciso aumentar o ISO para no mínimo 800 (em câmeras convencionais) ou 3.200 (nas profissionais).

Da mesma maneira que nos filmes, nas máquinas digitais, quanto maior o numero do ISO, mais granulada vai ficar a foto. Isso às vezes pode passar a sensação de que a imagem não tem nitidez.

- EV: Mede a luz que a câmera está captando: as baixas luzes (o preto) e as altas luzes (o branco). Se colocá-lo no zero, a câmera vai entender que você quer uma média dos dois.  Se você levar para o lado que marca um ponto positivo ou dois pontos positivos, a câmera vai entender que você quer aumentar as luzes altas, isto é, estourar a luz branca.

Se marcar um ponto ou dois negativos, ela entenderá que você quer priorizar as baixas luzes, deixando a foto mais escura e o branco mais cinza.

Créditos das fotos do mosaico:
· Estação de trem: São Paulo (SP), Estação da Luz. Por Juliana Labaki Pupo, advogada.
· Pombos: São Paulo (SP), Praça do Patriarca. Por Liliane C. da Silva, arquiteta.
· Mulher com guarda chuva: Florianópolis (SC), avenida do Terminal. Por Camila Rebolças, artista 3D.
· Rio Claro (SP). Por Bruno Berger, biólogo.
· Parelelepipedo: Curitiba (PR). Por Ana Paula Málaga Carreiro.

fonte: M de mulher

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